Trocando Caneta por Escumadeira

Trocando Caneta por Escumadeira
Paula Carolina Batista

Marcia Yamada é jornalista, descende de pais japoneses, é praticante do Budismo Nitiren e mora na capital de São Paulo. Ela nunca havia se interessado por culinária, porém em um dado momento de sua vida, assumiu uma responsabilidade dentro da organização Budista, na qual uma das funções era cozinhar eventualmente para uma grande quantidade de pessoas. Nessa época, não teve jeito de fugir da responsabilidade e tratou de se entender com as panelas.
O primeiro quitute que Marcinha aprendeu a dominar foi o bolo caseiro. Ela lembra que seus bolos nunca cresciam e com a prática eles passaram não só a crescer, mas a ficar saborosos. “Peguei o jeito!”, conta.
Hoje ela diz que gosta de preparar todas as nacionalidades de comida, desde japonesa até brasileira. Apesar de ser descendente de japoneses, ela afirma que o prato que mais gosta de cozinhar é Macarrão ao Pesto, bem italiano.
Yamada trabalha em um jornal semanal onde todas as quartas-feiras, acontece o fechamento da edição da semana. Sempre esse dia era motivo de muito stress na redação. Os funcionários da equipe ficavam em uma rotina alucinante que só terminava por volta da 1 hora da madrugada. Aí então, na finalização de todo o processo é que eles começavam a pensar em comer e acabavam devorando qualquer besteira que encontravam à disposição.
Hoje esse dia na redação não é marcado apenas pelo stress do fechamento, mas também pela maravilhosa janta da Marcinha, que toda semana, além de cumprir suas tarefas como jornalista da redação, também prepara um prato diferente para que seus companheiros de trabalho possam saborear e dar continuidade ao trabalho com ainda mais disposição.
“Eu cozinho por que eu gosto, é uma terapia, aprecio o processo de confecção”, conta a jornalista que pensa no futuro se dedicar apenas à culinária e não mais às letras. “Lá em casa agora todos gostam de cozinhar, pensamos no futuro ter um estabelecimento comercial”.
Para a família ela gosta de preparar uma comida típica da culinária japonesa, o sukiaki, mas já logo diz que não tem o costume de ficar repetindo pratos, mas sim aprecia inventar novos quitutes e misturas, “sempre estou inventando!”.

Intervenção: arte engajada no espaço urbano

Leia mais deste post

LITERATURA – FEIRA, MERCADO E MÍDIA

Leia mais deste post

Vale-acesso: As idas e vindas da PEC 150 e do Vale-Cultura

Leia mais deste post

Gastronomia – Por Elisa Calvo

Leia mais deste post

Delícia de Entrevista com Vovó Formiguinha

Leia mais deste post

Projeto Guri, Cidadania Pela Música